domingo, 8 de julho de 2012

PAREI COM OS REALITIES...

... Mas o público segue aos risos e lágrimas.

Putz, lá vem sermão...

De fato, to ficando meio “quadrado ao cubo”, ultimamente. Minhas lamentações podem ter algum sentido, mas, na boa, têm cara de “mimimi”. Mas preciso desabafar sobre isso.

Não assisto mais a nenhum reality show. Pelo menos, com tanta veemência e fanatismo de outrora. Estou, na verdade, vivenciando um processo de desintoxicação. Mas, graças a Deus, estou indo bem: consigo assistir sem tanta paixão... e nem me desespero quando deixo de assistir.
Mas ainda sigo assustado com as repercussões, com os sentimentos aflorados por esse tipo de programa. Utilizo a web como termômetro e ainda me surpreendo. Mas já to chegando ao momento sublime, onde nada é tão chocante, nada é tão surpreendente.

Já li ou ouvi em algum lugar que o reality show expõe o que temos de pior. Concordo. Tanto pra quem participa como pra quem assiste. A gente se expõe, sem máscaras ou personagens, e nos apresentamos despidos de qualquer artifício. Quem não participa dessa festa, consegue facilmente construir um personagem: geralmente, aquele que diz que reality show é perda de tempo, retrato da falta de cultura do povo brasileiro, e um mal terrível para a humanidade. Quem participa da festa, caga e anda pra esses argumentos.

E eu to me lixando pra esses argumentos... to me lixando até pra esse texto em tom de desabafo. Mas vou continuar, assim mesmo. Até porque entendo perfeitamente os sentimentos, as reações, as opiniões (concordando ou não com elas). Mas morro de medo da pior de todas as reações.

Percebo que o mais valioso num reality são as mentiras, as intrigas, a manifestação máxima do ódio... Pra fazer sucesso, o reality tem que ter polêmica. Dedo no olho, golpe baixo, cusparada na cara... A gente torce pra isso. De repente, a gente implora para que aquele participante maldito fique no programa. Mesmo que, para isso, os coerentes tenham que sair... Afinal, bom mesmo é ser contraditório: beijar o rosto enquanto esfaqueia as costas.

Quem não se posicionar, merece sair. Mesmo que o posicionamento seja apenas questão de momento, ou seja, depende de um momento oportuno: se não for conveniente, seu posicionamento o torna chato, pretencioso, insensato, semeador da discórdia. Quem se posicionar, deve ser louvado. Mesmo se o participante se posicionar à favor da pedofilia, por exemplo, ele será reconhecido por “ser verdadeiro”, e terá fã clube e vigília na madrugada, em sua homenagem.

Parece tenebroso, mas é verdade. Não canso de ler manifestações desse porte pela nossa amada web. Às vezes, me soa como “Fulano é desprezível, mas gosto dele, por ser verdadeiro; Beltrano é chato, pois fala demais e faz muito discurso pacifista... merece sair”. E a vida segue.

No reality atual, “A Fazenda 5”, Gretchen saiu por cima, mesmo sendo detestada por grande parte do público. Disse que queria sair, mas o público não a tiraria, pois gosta dela. Além de implicar com Deus e o mundo, mostrou que não curte muito pegar no batente, e detesta cuidar de bichos. Talvez, foi forçada a assinar o contrato e participar do programa. Ao contrário de todos os participantes que desistem de um reality, Gretchen continua sendo atração da emissora, que corre atrás da audiência perdida.

Enfim, agora, o público que continuar assistindo ao programa, vai procurar outro participante grosseiro, arrogante, maldoso e folgado, porém carismático, para torcer. Afinal, o destino de quem é planta é “ser podado”, e os bonzinhos são falso-demagogos.

Assim como numa novela, o vilão é figura indispensável ao reality. Sem ele, a história perde o enredo. Mas esse é o risco de um programa chamado “reality”, ou você acha que o mundo perderia a graça, se não existissem os ladrões, assassinos e estupradores?

segunda-feira, 2 de maio de 2011

CAMPEONATO CARIOCA 2011

O time do Flamengo posa para a foto oficial do título.
Flamengo e Vasco decidiram ontem, dia 1º de maio, a Taça Rio 2011. Se o time rubro-negro ganhasse, ele faturaria, de quebra, o Campeonato Estadual, não precisando encarar os cruzmaltinos nos dois próximos domingos.

Pois bem. Teoricamente, o confronto seria de um time que sempre fez o dever de casa durante o campeonato, contra um que decidiu “se converter” já no meio do campeonato, após um começo de temporada sofrível. Resumindo, seria um jogo sem favorito, bem disputado, interessante e... Não, acho que não.

O Estadual deste ano não foi assim uma Brastemp. Muita promessa, muita expectativa, muita sustentação de ego. Sim... Teríamos o Fluminense, atual campeão brasileiro, o Botafogo disputando o bicampeonato estadual, o Flamengo da grande contratação do ano, Ronaldinho Gaúcho, e o Vasco, que... Ah, que foi Campeão Sul-americano de Clubes em 1948.

Além disso, ainda teríamos os tradicionais “chatos”, ou seja, aqueles times que nunca ganharão nenhum campeonato, mas insistem em atrapalhar a vida de um dos favoritos, muito embora, estranhamente, “abra as pernas” para outro favorito.

Mas, pra variar, o Campeonato deixou a desejar. No Flamengo, Thiago Neves se mostrou mais Ronaldinho que o Ronaldinho. No Fluminense, o foco parecia ser a Taça Libertadores, outra competição que o tricolor se rastejava pra não fracassar. O Botafogo não parecia muito disposto a faturar o bi e, inclusive, colocou o treinador campeão, Joel Santana, para correr, enquanto, aos poucos, parecia preparar um trono, uma coroa e um cetro para o uruguaio “Loco” Abreu. O Vasco já parecia estar em outra... Outra bosta, perdendo jogo após jogo, batendo recordes negativos e perigando ser rebaixado, pela primeira vez (em um Estadual).

O caminho estava livre para o time da Gávea e, sem muitos esforços, ele correspondeu as expectativas. Imagino a felicidade do Ronaldinho Dentucho, depois do fiasco milanês... Agora, ele está numa cidade tão festeira, com espécimes tão exuberantes, e, mesmo não jogando lá grande coisa em um time razoável, não precisa disputar com os dentes sua vaga de titular, consegue manter seu status de ídolo absoluto e, de quebra, faturar títulos.

Assim foi na Taça Guanabara. Ah, e foi na semifinal com o Botafogo a primeira decisão por pênaltis dos futuros campeões. Na finalíssima da Taça Guanabara, Flamengo pegou o “chato” do primeiro turno, ou seja, o Boavista. Ronaldinho fez o gol do título e, se já era considerado o Deus da Gávea mesmo se passasse os jogos sentado no gramado, imagine o que recebeu de moral por esse feito.

Veio a Taça Rio, e o Botafogo já jogou a toalha, enquanto o Fluminense decidiu focar (agora de verdade) na Taça Libertadores. O Vasco decidiu mudar por completo e demonstrou sinais de recuperação. Nas semifinais, pegou o “chato” do segundo turno, ou seja, o Olaria. Foi um sofrido um a zero, mas deu pra passar.

Na outra semifinal, novamente, o Flamengo decidiu nos pênaltis, desta vez contra o Fluminense. E novamente ganhou. Na final, contra um outro Vasco, de treinador, time e moral renovados, nada foi feito. Sei que o novo Vasco é bem melhor que o time que começou o campeonato se escorando pra não cair de vez, mas ainda não me convence. E não me convenceu. Tirando alguns momentos de ambos os times, a final da Taça Rio foi chata. Digna de 0 a 0. E foi 0 a 0.

Oh, quem será que venceria essa disputa? Os experientes batedores rubro-negros, que, até então, só conseguiram despachar seus maiores adversários na base da loteria, ou os assustados vascaínos, que ainda não acreditavam que estavam, enfim, disputando um título? Bingo!

O Vasco perdeu três pênaltis. Três chutes pra fora. Ou seja, além dessa camaradagem de entregar o título ao Flamengo, ainda pouparam o goleiro Felipe de um esforço desnecessário. Desnecessário, sim, pois, mesmo que o Vasco faturasse a Taça Rio nos pênaltis, acredito fielmente que o Flamengo venceria o Estadual dois domingos depois... Nos pênaltis.

Não deixo de parabenizar o Flamengo, que soube jogar, principalmente, fora de campo. Politicamente, a presidente Patrícia Amorim desfila como se fosse a companheira de ataque de Ronaldinho, aparecendo mais que alguns jogadores. Na parte técnica, Luxemburgo traz a pompa certa que um time vitorioso deve ter, mesmo não sendo lá essas coisas. Por exemplo, a bola da vez é treinar cobranças de pênaltis, que também seriam imprescindíveis para a Copa do Brasil. Acredito que os caras têm treinado tanto isso, que já estão torcendo para mais uma disputa dessas.

Sorte deles que os campeonatos oficiais de futebol não são como o campeonato da minha cidade natal, Perueba do Sul. Naquele simplório campeonato, não existem disputas de pênalti: se os times empatam, a partida pode durar dias, até o bendito gol decisivo sair. Dizem por aí que o Campeonato Sul-Peruebense de 1986 ainda não terminou.

O CASAMENTO REAL

O beijo apaixonante do casal real.


Mas é claro que não poderei deixar passar em branco o tal casamento real... Não se falou em outra coisa na semana passada.  

Assisti à cerimônia pela TV, pois não fui convidado para a mesma (rompi as relações com a nobreza britânica, por motivos pessoais). Assisti do início ao fim, mas não chorei, apenas para não quebrar o protocolo – o protocolo de machão, atribuído pela sociedade careta e cavernosa (gente insensível!).

Mesmo sendo um exímio admirador da Monarquia, com seus palácios, carruagens, espadachins e bruxas, ainda me espanto com tanta formalidade. Eu me pergunto se eles fazem coisas como nós, meros mortais... Por exemplo, não consigo imaginar a rainha fazendo cocô, em seu troninho real.

Quando o Príncipe Harry, irmão do noivo, foi visto por aí enfiando o pé na jaca, pensei que algumas coisas mudariam por lá. Pelo menos, haveria algumas garrafas a menos na adega real. Mas, não, eles continuam “caretissimos”.

Sim, eles estão condenados a seguir aquela tradição pela vida inteira. Por exemplo, a nova integrante da família real, Lady Kate, não poderá exercer nenhuma profissão, não poderá andar de cabelos soltos, deverá andar dois passos atrás do marido, sem contar uma lista de formalidades que devem regulamentar até o que se faz entre quatro paredes, tipo: “Não poderá gozar antes do marido”.

Mudando de assunto, imagino a adrenalina que deve ser o Curso de História da Arte, que eles fizeram na Universidade. Pena que o príncipe William desistiu desse curso (por que desistir de um curso tão maneiro?), e se formou em Geografia. Acredito que ele tenha se interessado pelo ramo da Geografia que estuda a Geografia do Palácio de Buckingham, onde alguns cômodos permanecem desconhecidos até pela Rainha.

Enfim, comenta-se que Catherine, a Duquesa de Cambridge, trará novos ares para a fria família real, e, de quebra, impulsionará a economia britânica, contribuindo para a geração de milhares de empregos nos ramos tabloidísticos e paparazzísticos.
                                                                                                 

domingo, 1 de maio de 2011

Engenheiros do Hawaii - Números

 

NÚMEROS
(Humberto Gessinger) 

Última edição do Guiness Book
Corações a mais de mil
E eu, com esses números?
Cinco extinções em massa
Quatrocentas humanidades
E eu, com esses números?
Solidão a dois, 
Dívida externa, anos-luz
Aos trinta e três, Jesus na cruz
Cabral no mar aos trinta e três
E eu, o que faço com esses números?
Eu, o que faço com esses números?

A medida de amar é amar sem medida
Velocidade máxima permitida
A medida de amar é amar sem medida

Nascimento e Silva, Cento e Sete
Corrientes, Tres Cuatro Ocho
E eu, com esses números?
Traço de audiência
Tração nas quatro rodas
E eu, o que faço com esses números?
Sete vidas, mais de mil destinos
Todos foram tão cretinos
Quando elas se beijaram

A medida de amar é amar sem medida
Preparar pra decolar, contagem regressiva
A medida de amar é amar sem medida

Mega, ultra, 
Hiper, micro, baixas calorias 
Kilowatts, Gigabytes
E eu, o que faço com esses números?
Eu, o que faço com esses números?

A medida de amar é amar sem medida
A medida de amar é amar sem medida
Velocidade máxima permitida 
A medida de amar é amar sem medida

sexta-feira, 15 de abril de 2011

COMUNICADO

Olá, crianças. Estou escrevendo este post com o intuito de justificar a minha ausência. Estive fora alguns dias, resolvendo algumas pendengas particulares: passando, cozinhando, varrendo...

Creio que, daqui pra frente, não vou poder escrever com tanta intensidade, pois tenho em mãos uma nova proposta de trabalho e, se tudo der certo, eu me ausentarei mais vezes. Sim, pois minha nova função requer essa ausência. Se tudo der certo, passarei metade do mês na Terra e metade do mês viajando pelo espaço. Sei que não existiria empecilho para eu acessar a internet do espaço, mas a ausência de gravidade me deixa bem mais lerdo do que eu sou, dificultando meu raciocínio e capacidade de escrita. Pouparei os leitores deste Blog desta experiência catastrófica.

Por fim, agradeço a compreensão e, para todos que gostam de mim, devo dizer que estou feliz. Viajar pelo espaço é muito bom... O problema é que, quando o ônibus espacial enguiça, não há a possibilidade de descermos para empurrá-lo, e devemos permanecer no ônibus enguiçado até outro chegar (imagine o tempo de espera). Fora isso, a experiência é adorável.

A gente se lê por aqui. Obrigado e abraços do Seu João.

sábado, 9 de abril de 2011

ÍNDICE REMISSIVO

- Postagens Diversas:
21/12/10 - BLOG-SE
28/12/10 - TRADUÇÃO DO DIA
30/12/10 - QUE VENHA 2011!
01/01/11 - A PRIMEIRA FAROFADA DO ANO
04/01/11 - QUANDO A PALHAÇADA NÃO TEM GRAÇA
08/01/11 - RONALDINHO PÃO E CIRCO
18/01/11 - SOLIDARIEDADE É TENDÊNCIA
22/01/11 - HOMOFOBIA X HOMOCRACIA
25/01/11 - PENÉLOPE PENOSA
29/01/11 - E VIVA A INTERNET!
05/02/11 - RONALDUCHO FOFÔMENO
08/02/11 - CARNAVAL DE LUTO
12/02/11 - E AÍ, A CULPA É DE QUEM?
15/02/11 - O BAILE DE MÁSCARAS
14/03/11 - MEU PONTO DE VISTA
24/03/11 - FALANDO SÉRIO
02/04/11 - INTOLERUS BRASILIS



- Realities Posts:


*A Fazenda 3
22/12/10 - DE FRENTE AO ESPELHO
24/12/10 - A SAFAZENDA 3 - PARTE 1
24/12/10 - A SAFAZENDA 3 - PARTE 2
27/12/10 - PAPO QUE RENDE...
29/12/10 - DICAS LITERÁRIAS
03/01/11 - A SAGA JACOBINIANA
05/01/11 - O MARTÍRIO DE JUDINHAS


* Big Brother Brasil 11 (Diversos)
10/01/11 - ...E VAMOS AO JOGO
17/01/11 - PAREDÃO NELES!!!!
21/01/11 - SABOTADOR - O SABOR DO TRAIDOR
24/01/11 - BIG BOSTA BRASIL
07/02/11 - A VERDADE NÃO SE CONTA (It's a Miserable Life)
14/02/11 - A GUERRA DOS SEXOS - PARTE 1
14/02/11 - A GUERRA DOS SEXOS - PARTE 2
21/02/11 - APRENDI COM O BBB11
25/02/11 - FALANDO GREGO
28/02/11 - OS FAMIGERADOS TRÊS PATETAS
04/03/11 - DOSSIÊ DANIEL – INVESTIGAÇÃO CRIMINAL
07/03/11 - MAIS UMA ANÁLISE ATUALIZADA - PARTE 1
07/03/11 - MAIS UMA ANÁLISE ATUALIZADA - PARTE 2
10/03/11 - BBB NA VEIA – EDIÇÃO EXTRAORDINÁRIA
11/03/11 - CARTA PARA LADY DI
12/03/11 - BBB NA VEIA – EDIÇÃO EXTRAORDINÁRIA
13/03/11 - RESPONDENDO ÀS MENSAGENS
14/03/11 - LIGA BBB DA INJUSTIÇA
14/03/11 - BBB11 - MEU PARECER SOBRE MAURÍCIO
20/03/11 - BRINCADEIRA DE CRIANÇA...
21/03/11 - O LÍDER DA SEMANA É... BONINHO
24/03/11 - QUANDO A OPINIÃO VIRA INSULTO (BBB11)
25/03/11 - O QUARTETO ESCULHAMBÁSTICO
26/03/11 - O MÁGICO DE BOSS
27/03/11 - É AGORA QUE EU DIGO: EU AVISEI?
28/03/11 - ATÉ QUE ENFIM!
30/03/11 - FINAL FELIZ
31/03/11 - QUE COISA FEIA, HEIN...

* Big Brother Brasil 11 (X-Merda Origens)
28/01/11 - X-MERDA ORIGENS: DIOGO
04/02/11 - X-MERDA ORIGENS: TALULA
11/02/11 - X-MERDA ORIGENS: DIANA
18/02/11 - X-MERDA ORIGENS: RODRIGÃO

* Big Brother Brasil 11 (Jogos Boçais)
12/01/11 - JOGOS BOÇAIS XI
14/01/11 - JOGOS BOÇAIS XI - ELENCO (1ª PARTE)
14/01/11 - JOGOS BOÇAIS XI - ELENCO (2ª PARTE)
19/01/11 - JOGOS BOÇAIS XI - EPISÓDIO 1
26/01/11 - JOGOS BOÇAIS XI - EPISÓDIO 2
02/02/11 - JOGOS BOÇAIS XI - EPISÓDIO 3
09/02/11 - JOGOS BOÇAIS XI - EPISÓDIO 4
16/02/11 - JOGOS BOÇAIS XI - EPISÓDIO 5
23/02/11 - JOGOS BOÇAIS XI - EPISÓDIO 6
02/03/11 - JOGOS BOÇAIS XI - EPISÓDIO 7
09/03/11 - JOGOS BOÇAIS XI - EPISÓDIO 8
16/03/11 - JOGOS BOÇAIS XI - EPISÓDIO 9
23/03/11 - JOGOS BOÇAIS XI - EPISÓDIO 10
30/03/11 - JOGOS BOÇAIS XI - EPISÓDIO 11



- Tenório Garcia Comenta:
15/01/10 - Nº 1
01/02/11 - Nº 2
19/02/11 - Nº 3
26/02/11 - Nº 4
05/03/11 - Nº 5
14/03/11 - Nº 6



- Postagens de Quinta:
23/12/10 - DESCONTO DE NATAL
27/01/11 - MEU TWITTER AGORA É PANCADÃO
10/02/11 - PSICOLOGIA DE BUTECO
17/02/11 - PROBLEMAS COM O PC?
24/02/11 - PARÓDIA DO DIA
03/03/11 - AMIZADE FEMININA X AMIZADE MASCULINA



- Músicas:
02/01/11 - Brian Wilson - Good Vibrations
09/01/11 - Cássia Eller - Smells Like Teens Spirit
16/01/11 - Rádio Cidade FM - Uma Só Voz (1985)
23/01/11 - George Harrison - While My Guitar Gently Weeps
30/01/11 - Detonautas Roque Clube - Mais Uma Vez
06/01/11 - Skank - Sutilmente
13/02/11 - Titãs - AA UU
27/02/11 - Los Hermanos - Cara Estranho
06/03/11 - Tianastácia - Cabrobró
16/03/11 - Nenhum de Nós - Dança do Tempo

sábado, 2 de abril de 2011

INTOLERUS BRASILIS

Vou contar uma novidade para vocês... Eu fui picado pelo Intolerus Brasilis, o mosquito da intolerância. Detesto admitir isso, eu me envergonho, mas, ao mesmo tempo, não posso ignorar.

Mas, o que fez esse mosquito proliferar? Onde diabos está o foco dessas famigeradas pestes? Eu estava numa boa, curtindo meu Blog, rindo de tudo, como um típico brasileiro. Sempre priorizei expor a minha opinião, de uma maneira argumentativa, sem fanatismos, sem excessos, sem alienação.

Sei que ter uma opinião, hoje em dia, é como ter uma doença rara. Argumentar uma opinião para sustentá-la, então, é uma ousadia ultrajante para muitos. Principalmente quando a opinião de quem escreve não é a mesma de quem lê.

Assim, foi. Li alguns Blogs, li alguns comentários no Twitter. Muitos deles, expondo opiniões diferentes das minhas. O que eu fiz? Segui sustentando minha opinião, mas sem confrontá-los. Pra falar a verdade, jamais comentei no Blog de ninguém, nem mesmo para elogiar um texto, o que diria ofender o autor. Mas esse sou eu. Cada pessoa tem sua forma de se satisfazer.

Mas, enfim... Por falar em Twitter, o assunto mais corriqueiro da minha TL é justamente “Reality Show”. Comentar sobre a 11ª edição do Big Brother Brasil até que seria fácil. Primeiro, não tive um participante favorito (e quem fuçar este Blog tirará essa conclusão). Depois, o programa já foi piada pronta: provas que não davam certo, participantes que não convenceram, audiência caindo...

Obviamente, existem e sempre vão existir os torcedores fanáticos, ou seja, aqueles que se apaixonam pelo produto por causa da embalagem. Esses são estranhos... Com dois dias de programa, já elegeram seus favoritos, pela forma física, pelo estilo, pela região do país, pelo time de futebol, enfim, por qualquer assunto que poderia ser irrelevante, em se tratando de um jogo sobre relacionamento humano (a não ser que a pessoa, de fato, priorize a aparência nos seus relacionamentos).

E fui logo percebendo esse fanatismo ganhar forma. Enquanto eu continuava com ironias sobre o programa, ai de mim se questionasse a postura de algum participante que estivesse nos braços do povo... Eu estaria pisando em campo minado.

Mas quem disse que eu conseguia me calar? Logo de cara, achei excessiva a manifestação de tantas pessoas sobre a participante Ariadna. Algumas justificativas para a sua saída (via twitter, ou comentários em Blogs) eram dotadas do mais ardil e doentio preconceito. Até hoje, o rótulo de “transexual” é distorcido, ironizado e rechaçado por muitos.

Não curto muito esse tipo de humor. Sabe, essa linha de humor que muitos comediantes contemporâneos insistem em seguir não me atrai. Apontar o dedo para os outros e rir não me parece muito divertido. Pelo menos, minha mãe sempre me ensinou a não zombar de ninguém.

Comecei a me manifestar sobre isso. Poderia ficar calado, mas, como vejo a internet como um meio onde eu possa manifestar a minha opinião, o meu silêncio poderia soar como concordância. Não! Definitivamente, eu já estava escrevendo sobre o programa, e não poderia ignorar mais nada sobre o mesmo.

Por incrível que pareça, o primeiro massacre moral que eu descobri na internet começou de maneira tímida, e versava sobre o fato de Maria ter ou não ter feito vídeos eróticos. Depois, segundo informação de Ariadna, veio o boato de que Maria havia sido garota de programa. Como era de se esperar, aquilo virou, estupidamente, motivo de chacota.

Ao mesmo tempo, essa informação causou uma reação doentia de muitos fãs da moça, que passaram a diagnosticar como preconceituosa qualquer crítica sobre a participante Maria. Por exemplo, se alguém questionasse a jogadora Maria, cairia numa armadilha, e seria fatalmente apedrejado e rotulado de preconceituoso.

Da mesma forma, se você questionasse a postura de Daniel ou Diana, você seria considerado homofóbico e, mesmo que você escrevesse um texto gigantesco argumentando sua opinião, os fanáticos já teriam o diagnóstico pronto.

Também nunca achei graça em piadas que versassem sobre a orientação sexual dos outros. Sei a diferença de brincadeira para insulto. Nesse território, eu não piso. Não é problema meu. Talvez, eu seja careta demais. E esse foi o meu problema.

Quando percebi o pior linchamento moral desta edição do BBB (e não me refiro ao Diogo, que andou falando demais, foi criticado, eliminado, mas esquecido), mais uma vez, me manifestei. Mesmo apontando os defeitos de Maurício, e analisando-o de forma imparcial, houve quem me chamasse apenas de “torcedor fanático”.

Mas, continuei expondo minha opinião. E é interessante quando você argumenta algo e, aqueles que não pensam da mesma forma, rebatem sua opinião sem argumentos plausíveis. Você sente seu ego inflar, e dá vontade de falar mais.

No texto intitulado “Final Feliz”, fiz questão de parabenizar Maria pela vitória e decidi encerrar o assunto BBB11. Mas, no dia seguinte, não consegui me calar,diante das repercussões pós-BBB, onde não só a torcida fanática, mas também alguns participantes passaram a sustentar o script de vilania do Maurício, com argumentos pífios, que poderiam diagnosticá-lo como mau jogador, imaturo, burro, ou algo assim, mas nunca como mau caráter.

Aí é que está... Meu conceito de caráter é outro. Assim como meu conceito de respeito, de amizade... Pra mim, ser mau caráter é coisa muito séria. Uma escória. Uma pessoa indigna. E não conheço ninguém deste BBB tão bem a ponto de emitir esse parecer. Mas, lembrem-se: essa é a minha opinião.

E a corte se diverte. Pessoas entram no Blog para aparecer mais que o autor, emitindo pareceres falhos e, sob o pretexto de serem “defensores do bem”, ofendem e, mais ainda, se irritam quando têm seus comentários removidos. E pregam a liberdade de expressão, condenando a minha liberdade de expressão. Devo levar a sério?

Pessoas que não gostam de ler o que escrevo, pois sabem que não será do seu agrado e, cada texto argumentativo publicado neste Blog já tem um veredicto: chororô, blábláblá, hipocrisia e preconceito. Mas não me sinto à vontade com isso.

Não sei... Pessoas que não conhecem nada sobre mim, não leram os gigantescos textos... Sim, pois, se lessem, perceberiam que o passado, a profissão, a religião, o sexo e as preferências não me servem de amparo para meus argumentos. Há quem diga que colhi o que plantei – pessoas que também não estão a par do ocorrido. Fanatismo é triste. Ignorância é lamentável.

Se ofendi alguém, não foi a minha intenção. E desafio alguém a apresentar algo nesse sentido que escrevi, que me retratarei com o maior prazer.  Vamos lá, estou aberto a sugestões. Não estou falando de “nobreza”, torcedores fanáticos, falo de hombridade.

Com o ambiente propício, o Intolerus Brasilis fez a festa. Graças a Deus, fui contaminado apenas pela Intolerância Tipo A, aquela que faz a gente discordar de discursos prontos, provocações e ofensas. A pior Intolerância, Tipo C, faz a gente, inconscientemente, discordar até de nós mesmos, a ponto de acharmos que a suprema felicidade está no ato de provocar ou contrariar os outros.

Mas, passada a fase de dores de cabeça e a vontade de reagir com o mesmo ímpeto (o que me tornaria vulnerável para ser contaminado pela Intolerância Tipo C), procurei um médico, que me receitou fortes doses de bom senso.

PS.: Mais uma vez, bloqueio os comentários desse post, ao menos, até que essa epidemia de "Intolerância Tipo C" seja sanada. Obrigado pela compreensão.