segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

A GUERRA DOS SEXOS - PARTE 2

E as outras mulheres? Talula, a partir de um certo momento, mostrou uma vilania que atraiu admiradores. Tudo não passava de uma mera estratégia de combinação de votos, mas, desde cedo, suas conversas além-jogo, já mostravam uma pessoa amargurada, desencantada com a profissão que escolhera (em outras palavras, dizia que, pra vencer na vida, uma modelo tem que fazer o chamado teste do sofá). Além, disso, fez questão de afirmar que Zezé Di Camargo trai sua esposa, mesmo sem conhecê-lo. Enfim, concepções de quem coleciona pedras para atacar nos outros.

Talula sempre se diz defensora de sua equipe, que corresponderia aos dois grupos habitantes de sua casa. Diana era integrante dessa equipe, mas, como ficava mais na outra casa, por conta de sua proximidade com Natália, Lucival e Michelly, acabou se tornando alvo de suas críticas, até o dia em que confessou que não votaria, de jeito nenhum, em alguém do seu grupo. Porém, mesmo defendendo sua equipe, se tornou amiga íntima de Diogo, que sabotara sua equipe na segunda semana (atitude essa defendida por Talula), a ponto de ouvir suas mais sórdidas confidências. Nunca votou nele, por achá-lo forte. A sua união com Jaqueline estava dando certo, até a volta de Maurício, que se disse contra esse extremismo de equipe. Acovardada,  Talula voltou a implicar com Natália (que, na sua cabeça, parecia ser a inimiga nº 1 do público, já que a pessoa que ela eliminara do programa foi escolhida para voltar). Porém, mais amedrontada ainda, deixou as combinações de voto de lado, e, após ensaiar uma aproximação com Adriana, voltou duas vezes nela, no mesmo fim de semana, sob a alegação de “falta de afinidade”.

Outra personagem que vale nosso comentário é a Paula. A moça, conhecida por ser a “participante gordinha” desta edição, rende matérias nesse sentido: a produção insiste em passar uma lente de aumento na sua gula, gerando, inclusive, uma reação do público, que vive desferindo piadas prontas e comentários em caráter depreciativo, que parecem extraídos de manuais dos maiores praticantes de “bullying”. Uma característica dela é o fato de rasgar elogios aos outros participantes, principalmente quando está bêbada. Essa característica é questionada por Diogo, que não mediu palavras para agredi-la verbalmente. Palavras como “puta”, “gorda” e “nojenta”, abaixou o nível por inteiro, e rendeu críticas até de internautas que se habituaram em depreciar a moça pela forma física. Mesmo assim, bastou um pedido de desculpas do gago, para que ele dormisse “de conchinha” com ela. Paulinha até votou nele no paredão seguinte, mas isso nem foi tão levado em conta, diante de sua habitual passividade.

Já Maria e Adriana são as mulheres que se humilham, que rastejam, que se menosprezam, correndo atrás de homens que não se importam com ela. Rodrigão humilha Adriana por completo: é baixo, imaturo, inconseqüente, e repugnante. Maurício até tenta levar do seu jeito, não expondo tanto a moça, mas, ambos, costumam se unir ao Diogo para debochar de suas admiradoras, ridicularizando por completo.

Agora, falaremos dos homens. Ou melhor, daqueles que parecem ser homens, mas não são. Na verdade, são a personificação dos piores estereótipos masculinos, uma reação desproporcional ao, então, extremismo feminismo.

Até determinado momento, eles pareciam bastante passivos. Faltava a eles alguma atitude. Talvez, pelo fato de que o participante mais repugnante, inconveniente e pretensioso fosse justamente um homem: Diogo.

Com a chegada do Maurício, no mesmo dia da formação do paredão de Cristiano e Rodrigão (este, indicado por 7 votos), as coisas pareciam mudar. Maurício pretendia se vingar de Natália e usava o pretexto de vingar os votos do Rodrigão para declarar guerra às mulheres da casa. Diogo, Rodrigão e Cristiano apoiavam sua causa.

O fato é que Maurício foi colocado em posição superior, por ter sido eleito para voltar ao programa. Os demais participantes, inclusive Natália, demonstraram um certo medo, mudando até alguns discursos. Maurício soubera do envolvimento de sua ex, Maria, com o novato Wesley, mas o que mais doeu foi ele ter sabido que a moça havia sido garota de programa. Mesmo assim, após um começo, onde ele parecia estar disposto a humilhar a moça, ele passou apenas a evitá-la, embora o assédio de Maria fosse tragicômico. Até o momento, não revelou o segredo da moça, e não deu uma resposta mais áspera às suas investidas.

Já Rodrigão, que era considerado o “samambaia” da casa mudou de maneira mais radical. Foi a dois paredões, por conta de 7 votos da casa, e voltou dos dois. No atual contexto, se sente forte, com um grande poder nas mãos. Poder este que ele perdeu consideravelmente nos últimos dias. Após, pela primeira vez em sua estadia, demonstrar interesse por uma mulher (Adriana), ele até se lamentou por ela ser compromissada, mas, por outro lado, pareciam dispostos a engatar um romance que, por sua vez, poderia ser o romance do BBB.

Jovens, bonitos, modelos... Seria o tipo de romance que até daria audiência. Acontece que Rodrigão costuma reduzir esse romance às festas, e a moça, nutrida por um amor platônico quase infantil, passa grande parte do tempo se rastejando e implorando para que ele assuma seu encantamento por ela. Numa atitude machista e repugnante, o rapaz insiste em debochar, em dizer que ela é quem está apaixonada, que ele a beija a hora que quiser. Mais ainda, Rodrigão, por algumas vezes, fez piadinhas impublicáveis para a moça, vindo, inclusive, a tocar em determinadas partes, como se fosse um troféu para sua macheza. E, claro, tem o aval de seus amigos, Diogo e Maurício, que debocham da situação, e ainda instigam o ignóbil modelo.

Por fim, Diogo, já é um cara sem comentários. Sem pudor, sem caráter, sem responsabilidade. O típico machão que acredita que as mulheres estão no mundo para lhe prestar serviços sexuais. Tal tarefa parecia pertencer ao Cristiano, por conta de sua apresentação (o bad boy, o garanhão, aquele que precisava de uma mulher para fazer as coisas pra ele), mas Cristiano se mostrou completamente diferente desse estereótipo. Se foi por estratégia, não sei. Mas Diogo não liga para isso. Até demonstrou não estar ligando para que o Brasil pensa. Afinal, ele se sente acima de tudo, inclusive das mais de mil mulheres que ele diz que “pegou”.

Na madrugada de sexta para sábado, ele fez questão de dizer como reage aqui fora, quando é contrariado. Texto impublicável. A edição, cansada de colocá-lo como protagonista, fez questão de mostrar essa fala e, de uns programas pra cá, vem levemente cortando sua participação.

Bem faz o Daniel que, após ser manipulado em votações passadas, passou a ser a única pessoa da casa a enxergar esse machismo exacerbado e votar no Diogo. Só espero que, ao ser líder, ele não se acovarda, por não querer justificar seu voto na frente do gago, gerando, possivelmente, mais uma cena lamentável.

Pra terminar... Ontem, a edição me pareceu um pouco tendenciosa. Primeiro, colocando enfeites na relação das emparedadas Diana e Natália, ignorando o que aconteceu, de fato, na festa. Depois, omitindo o comportamento desprezível do Rodrigão, fazendo questão de frisar as humilhadas e ridicularizadas Maria e Adriana. Ponto para o desamor.

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