quinta-feira, 31 de março de 2011

QUE COISA FEIA, HEIN...

Eu havia decidido não escrever mais nada sobre a 11ª edição do Big Brother Brasil. Decidi, mesmo. Escrevi o texto “Final Feliz”,  o último episódio de “Jogos Boçais” (pra cumprir o protocolo), coloquei a viola no saco e fui tocando em frente.

Mas veio o dia seguinte, e o tradicional “enterro dos ossos”. Para muitos, a vontade desesperada de sustentar suas teses, por mais fantasiosas que fossem. Há quem queira aparecer sobre as rebarbas do programa, há quem insista em se justificar, como se valesse alguma coisa.

Portanto, como meu Blog não se resume a BBB, me vejo na incumbência de publicar esse texto, sobre o lamentável desfecho do programa. Torcedores apaixonados, advogados em causa própria ou pessoas alienadas não deveriam ler esse texto. Vamos lá...

Logo na primeira entrevista coletiva pós BBB, doutor Wesley se mostrou assustado ao saber do passado da namorada. Normal... Não encaro isso como preconceito, pois sei que a notícia é difícil de ser digerida. Eu disse difícil. Não impede que o cara aceite sua namorada, após pensar bem no assunto. Mas não sou tão hipócrita a ponto de dizer que esse processo de aceitação é um processo fácil. Pelo menos, para mim.

Obviamente, quando você está realmente apaixonado, pouco importa o passado da pessoa amada, mas, mesmo assim, saber que a namorada fez vídeos pornográficos, ou que, supostamente, havia sido garota de programa (e ainda insiste em negar alienadamente qualquer informação nesse sentido), não é algo tão simples. Uma vez, na casa, Mauricio perguntou se os homens da casa namorariam uma ex-garota de programa. Wesley foi o primeiro a se manifestar negativamente.

Mas, a entrevista acabou. Wesley até havia deixado claro não estar apaixonado pela moça. Ok, eles apenas “ficaram”. Após a entrevista, eles se dirigiriam à tradicional festa de encerramento do programa. Mas, para a surpresa de muitos, Daniel e Maria chegaram sem o terceiro finalista. Onde ele estava?

Relatos diziam que o doutor havia decidido ficar no hotel com a família. Eu esperaria essa atitude da Diana (simpatia em pessoa), ou até do Daniel, frustrado pelo terceiro lugar. De Wesley, não. O cara parecia adorar estar vivendo aquilo tudo, e não perderia esse momento tão marcante (e simbólico) para o programa.

Após algumas horas, finalmente, Wesley apareceu na festa e passou a festa juntinho da namorada, segundo contam. Humm... Não sei não. Essa parte do BBB é a pior de todas.
Dizem que o contrato deles com a Globo termina em junho. Até lá, eles recebem da Globo, como se fossem funcionários. Ou seja, o BBB continua, mas longe das câmeras.

O que esperar? Primeiro, Maria e Wesley não dormiram juntos, mas, no dia seguinte, no tradicional chat da “Maratona BBB”, fizeram questão de dizer que eles consumaram o... Putz, que vergonha ter que escrever algo assim. Hahahahah!

Enfim... Na verdade, Maria disse que não havia dado tempo, mas, Wesley, do lado de fora, fez sinal de positivo. Com uma reação exagerada (levantando até do banquinho da entrevista), Maria disse que não foi isso que eles tinham combinado, ou algo assim. Wesley, mais do que nunca, estava no papel de príncipe apaixonado. Esquisito...

Também achei esquisito o comportamento de Maria ao longo da entrevista. Achei forçado. Perdeu um pouco da espontaneidade que a fez campeã. Mais do que isso, para que essa forçação de barra passasse despercebida, usou os mesmos discursos da NetBBB, ou seja, dos torcedores mais fanáticos e parciais: “MauMau me humilhou, me maltratou... Jaqueline foi traíra, pois se juntou ao outro lado...”. A galera aplaude, mas... Acho lamentável.

Natália também adotou essa postura e, para combater sua insignificância no jogo, decidiu dizer a célebre frase: “As ideias de MauMau não correspondem aos fatos.”. Mas hein... Natália, usando discurso pronto. Logo ela, tão inteligente? Na “Maratona BBB”, ela parecia pronta pra guerra, provando ser aquela pessoa mesquinha e antipática que eu acreditava que fosse.

O jogo onde eles foram adversários acabou. Beleza. Não houve difamação, injúria, ou questionamento de caráter: houve rivalidade em um jogo, que é o BBB. Mas, acabou, né? Já deu! Ora bolas...

Mas comecei a perceber alguns detalhes. Primeiro, pela ordem dos chats: Maria seria a última, Wesley o penúltimo e... Mauricio (?), o antepenúltimo. Claro... Vamos pensar na ordem: o canalha, o príncipe e a mocinha. O que poderíamos esperar?

Mais massacre moral. O chat era do Maurício, mas houve a participação de Maria e de Natália. As perguntas selecionadas, tão repetitivas, e tão sem nexo, tinham o intuito de imprensá-lo na parede. Nenhuma mensagem dos fãs foram lidas. Ao entrar na discussão, Maria repetia o mesmo discurso, de que havia sido humilhada e maltratada, e estava profundamente magoada. Maurício dava as mesmas respostas, até o momento em que disse: “Ok, é o que você pensa”.

Mesmo desejando sorte, felicidade, parabenizando, pedindo perdão (caso houvesse, de fato, magoado)... Maurício continuou sendo linchado verbalmente. Afinal, já tínhamos o vilão da história. E parece que a vencedora não estava satisfeita com o prêmio, continuava descontente... Pretendia pisar naquele que ela diz que pisara nela. Palmas para as mulheres! A entrevistadora até perguntou a Maria: “E se ele lhe pedisse dinheiro emprestado?”. Maria só respondeu: “É ruim, hein!”.  U-hu! Superficialidade é tendência...

No fim, Wesley entrou no estúdio, MauMau o recebera, e a entrevistadora ainda havia dito: “Peça permissão a ele pra namorar!”. Maurício levou na esportiva, e a entrevista acabou.

Na mesma noite, via Twitter, MauMau nem tocou em assunto algum referente ao BBB. Mas fez questão em dar RT a uma frase de um fã clube seu: “O meu Fã Clube é dedicado ao @MauMauJoah então não tem porque eu falar mal de outros participantes aqui.”. Bingo!

Enquanto isso, o jogo continua... A heroína segue com o script de casal do ano (agora, depois de tantas orientações, eles estão, oficialmente, namorando... Hahahahah), nega ter feito os já famosos vídeos eróticos (ao mesmo tempo, alguns sites já vão retirando tais vídeos) e continua se dizendo magoada pelo Maurício, o inimigo público nº1. Pela reação apática da moça ao ganhar o prêmio, parece que o dinheiro não era seu objetivo. Pelo conjunto da obra, parece que seu grande objetivo foi aquele que, supostamente, a magoou.

O "Irreality Show" continua, o público sorri e acredita, e o jogo parece não ter terminado nem pra quem ganhou.

Que coisa feia, hein...

quarta-feira, 30 de março de 2011

JOGOS BOÇAIS XI – EPISÓDIO 11


Sem Podrigão e Paulada, restaram quatro sobreviventes, todos com grandes chances de vencer os jogos. Sim, pois, nenhuma demonstração de baixeza, mesquinharia, ódio e falsidade surtiu efeito algum ao longo da temporada e, no episódio final, não seria diferente.

Mas, logo no início do episódio, as coisas começaram a se desenhar. Primeiro, Vemaria teve uma recaída e se lembrou (com ternura) de Maudício, enquanto seu namorado, Urinésley, estava sozinho na parte externa da casa. Depois, ela seguiu o roteiro de Paulada e fez juras de amor a Dandoel, dizendo, inclusive, que torcia para ele vencer.

Ok... Parece que a moça havia jogado a toalha e estava sendo encaminhada ao quarto lugar, não é? Não foi bem assim, não. Nada como um dia após o outro e, talvez, mais uma vez, a bebida virou desculpa para mentiras. De novo?

No dia seguinte, Vemaria passou a investir pesado no namoro com Urinésley, e pareciam estar se preparando para o casório. Mais do que isso, Vemaria mostrou que queria continuar no jogo, sim, e não deixou Dandoel vencer a primeira etapa do desafio final.

Frustrado e, obviamente, com aquele mesmo ar de amargura e ódio (dessa vez, vindo a calhar), Dandoel se abriu com Biana, demonstrando toda a ira que sente por Vemaria. Como era de se esperar, Biana curtiu o ódio alheio, e, como sempre, jogou mais lenha na fogueira.

Mas Dandoel venceu as duas últimas etapas, e se classificou à finalíssima, por antecedência. Vemaria, Urinésley e Biana foram ao paredão final. Com o casal no auge do amor, e Biana no auge da rejeição (seguia com olhares chispantes pelos quatro cantos), não poderia ser diferente: recorde de rejeição no paredão, e Biana é eliminada.

Dandoel, Vemaria e Urinésley chegaram à finalíssima. Dandoel tinha um novo adjetivo: traíra. Vemaria, mais do que nunca, tinha o adjetivo de coitadinha. Já Urinésley... Ele continuava sendo “fofo”.

Ao fim, Bially tentou dizer aos três o quanto Urinésley foi desimportante. Levantou a bola de Vemaria e Dandoel (bela dica para a vida “além-casa”) e fez o público acreditar que os dois levaram a temporada nas costas.
Mas Dandoel ficou em terceiro lugar, para seu ódio mortal. Como parecia, naquele momento, previsível, Vemaria venceu a 11º edição dos Jogos Mortais. Aleluia! Digo, ainda bem que acabou.

PS.: Diz a lenda que, dentre todas as temporadas, este foi o último episódio que menos rendeu audiência. Aliás, a média desta temporada não foi lá essas coisas. Por isso que digo, quando um filme de terror tem muitas seqüências, acaba perdendo a graça. Ou seja, Bonisaw não assusta mais como antigamente. Lero-lero!

FINAL FELIZ

No final, todos ficaram satisfeitos: a corte, o rei e o bobo. Bial teve a incumbência de ser o porta voz da produção e, assim como ela, distorceu qualquer fato, assunto ou argumentos, para defender a 11ª edição do programa.

Pecou. Sim, Bial pecou por polarizar as coisas. Acredito que existam preconceitos. Acredito que exista racismo, homofobia, misoginia. Acredito que exista intolerância, bullying... Mas acredito com lamentação.

Bial foi sábio em dizer que, há dez anos atrás, no BBB11, a polêmica era sobre o voyeurismo. Vou mais além: a polêmica, ainda existente, versa sobre celebridades instantâneas, sobre o que as pessoas são capazes de fazer em busca de popularidade. Mas isso não foi mencionado, não sei por que razão. Mas, voltando ao fato lembrado por Bial, o exibicionismo, de fato, deixou de ser polêmico.

Mas não vejo tanta graça nisso, não. Não comemoro essa vitória. Hoje, com essa “geração webcam”, enquanto os pais dormem, os filhos menores se exibem para um monte de estranhos, pelo simples prazer do exibicionismo. Volta e meia, meninas de 14, 13 anos, se exibem na internet, para um bando de estranhos (entenas, milhares), como numa espécie de cartão de visita para pedófilos, maníacos de todo o gênero. Será que estou polarizando demais as coisas? Ou devo mesmo me orgulhar de termos deixado aquela “caretice” de lado?

Não fui eu quem polarizei. Não gosto de rótulos, não gosto de bandeiras, não gosto de superficialidade. Dizer que esse BBB foi marcado pela misoginia é tão radical quanto qualquer discurso misógino. O curioso é que eu já havia alertado, no meio do programa, para uma espécie de sexismo, provocado, sim, por algumas participantes mulheres que, mesmo sem conhecer os demais participantes, buscava uma final feminina. Se dissermos que existiu machismo no programa, podemos dizer que existiu feminismo, também. Mas, misoginia... Vejamos a distinção:

Machismo: crença de que os homens são superiores às mulheres.

Misoginia: ódio/aversão ás mulheres

A questão crucial do programa não foi a misoginia, o preconceito, a intolerância. Combater os rótulos que os outros criaram (bicha, sapata, puta, mané) com mais rótulos, não é inteligente. É como alguém lhe chamar de “otário” e você revidar com “idiota”. Soa até infantil. O discurso que Fulano não deve ganhar por ser gay, lésbica ou garota de programa é um discurso preconceituoso, mas tão fraco que não convence ninguém (pelo menos, não deveria convencer). Ou seja, são discursos prontos, sem argumentos (e costumo me prender aos argumentos). Mas, óbvio, para Bial Boninho e Cia., bater nessa tecla seria mais interessante. É chover no molhado dizer que preconceito não é bom. Muita gente aplaudiria.

O que quero dizer é que, neste BBB, a grande discussão não foi essa. Falou-se em massacre moral, bullying, infidelidade, irresponsabilidade, atentado ao pudor, apologia às drogas... E grande parte disso tudo não se deu por conta dos “vilões” do BBB11, como muitos (inclusive a produção) rotularam. Muita estupidez que citei foi proferida pelos “heróis” e “protagonistas” do BBB11, e, pasmem, pelo público.

O ódio, a inveja, o apoio à traição, a admiração à promiscuidade, o sadismo, o sexismo, a estupidez... Garanto que Bial, se dissesse isso, iria mexer com muita gente. Inclusive com ele, com o diretor, com a emissora...

No final, foi apenas um jogo. Um programa de TV, em busca da melhor audiência. Uma novelinha diária... Com pessoas, que pareciam ser de verdade, mas eram personagens: não tinham compaixão, afeto, sensibilidade, envolvimento. Eram loucos cegos em busca de fama e poder. Pelo menos, é isso que muitos andam dizendo por aí.

Mesmo assim, parabenizo Maria. Lamento ela ter mudado, lamento ter sido protegida pela edição, que seguia conforme seus discursos, lamento seu cinismo em se fazer de vítima e sua capacidade de colocar até Jesus Cristo na berlinda.

Seu passado ou seu futuro não me interessam. Suas atitudes no jogo, eu questiono. Neste momento, as pessoas exaltam “a primeira mulher bonita a vencer um BBB”. Fazem provocações a MauMau, como se ele estivesse se importando com isso. E, ao fim, polarizam: “Venceu uma mulher que foi rejeitada pelo ex!”. Ponto. Ignoremos o resto!

Polarizando, exagerando, rotulando, disseminando o ódio, justificando erros, se eximindo de qualquer responsabilidade. Ou seja, o público cumpre seu papel, fazendo o que mais gosta de fazer. É ou não é um final feliz?

segunda-feira, 28 de março de 2011

ATÉ QUE ENFIM!

Enfim, até que enfim... Deus é Pai e o tempo é formidável... Ou seja, o BBB11 está acabando. Não, crianças... Não é exagero, não.

Não sou como uma dessas pessoas que vive jogando pedra no programa, mas adora. Tem gente que até ganha grana pra falar mal. Mas eu adoro BBB, sim. Já argumentei em outros carnavais que eu adoro reality show. Um Reality acaba servindo de termômetro para medirmos nosso caráter, nossa sanidade, ou coisas do tipo.

Mas, como eu já acreditava, com dor no coração, esse BBB, de fato, é o BBB do “menos pior”. Sim, pois, analisando com outras edições, os participantes desse ano seriam massacrados e não dariam nem para a saída.

Mas a culpa é nossa. Ah, é mesmo! Sempre acabamos levantando bandeiras que acreditamos ser relevantes, e esquecemos o “jogo de relacionamento” que é o BBB. Por exemplo, dizer que Maria tem que ganhar para acabar com a estigma de que “mulher gostosa” não vence BBB, ou que Daniel deve vencer por ser “engraçado”...

Eu me preocupo quando vejo as pessoas por aí dizendo: “sem essa de amizade, isso é um jogo”. Concordo até a página 2. BBB não é Orkut... Você não entra para “fazer amigos”. Ponto. Mas, a menos que você deixe o coração do lado de fora da casa, não tem como você não se envolver e se sensibilizar com o convívio. Portanto, demonstrações de ingratidão, de trairagem e de falta de compromisso são (ou, pelo menos, deveriam ser) abominadas aqui fora ou lá dentro da casa.

Mas, não. Estamos nos educando, e educando as gerações futuras para ser uma geração de irresponsáveis. Calma, Seu João... Vamos com calma! Mas, parece que o caminho é esse: tudo, hoje em dia, parece ser justificável. No fim, é apenas um jogo.

Alguns aparecem com o rótulo “humanidade” pra justificar o baixo nível e o comportamento degradante. Se isso é ser humano, ponto para meu cachorro. Não me esqueci das demonstrações de inveja, cinismo, baixaria, comportamentos dignos de pena, maldade e egoísmo que alguns participantes deste BBB proporcionaram. Fora a ajuda descarada da edição, que omitiu algumas verdades.



DANIEL

- Pontos Positivos: Carismático e alegre, levou muitas vezes o programa (e o público) no bico, quando nem queria. Rei das festas, desde que foi premiado como o “mais animado”. Tem uma grande jogada de marketing, que é o abrigo de idosos, que administra.

- Pontos Negativos: O aparente “boa gente” foi o que mais falou mal dos outros pelas costas. Primeiro, a edição protegia e criou uma espécie de quadro humorístico (Tricotando com Dalu). Depois, seu lado fofoqueiro foi esquecido pela edição. Assim como seu lado encrenqueiro, nas festas. Sobre isso, foi mostrada a parte mais leve, mas foi omitida a parte pesada, que nem o PPV mostra (ás vezes, nem assistindo pela Globo.com podemos ver). Assim, foi-se criando uma imagem deturpada de Daniel. Mas isso não seria um beneficio? Sim, mas a edição decidiu mostrar o Daniel “venenoso”, talvez, por falta de opção. Agora, muitos desinformados dizem que “a máscara caiu”. A máscara não caiu, mas a popularidade...

MARIA

- Pontos Positivos: Divertida, carismática, bonita. Para muitos, injustiçada e mal tratada por Maurício. E foi traída por Daniel, seu “amigo”. De certa forma, parece ser a “menos pior”, já que Wesley não fede nem cheira no jogo. Preferida da produção. Fato. Para muitos, a protagonista do jogo, mesmo sem jogar. Maiores chances de ganhar.

- Pontos Negativos: Futilidade e cinismo (até hoje, se exime de qualquer culpa por qualquer problema em que se meteu). Pode-se dizer que, nos últimos dias, ela tem forçado mais a barra com o namoro com o Wesley (depois da recaída de quarta, em que ela se perguntou se o Maumau estaria esperando por ela). Não acho graça em puxar o tapete dos outros, usar Fulano ou Beltrano por vingança, ou coisas do tipo. A minha opinião é que ela foi irresponsável e entrou no jogo a passeio. Essa é a minha opinião, hein.

WESLEY

- Pontos Positivos: Não protagonizou nenhum barraco. Sempre se mostrou atencioso, prestativo, educado. Rapaz de boa família que, aparentemente, deu à Maria seu merecido valor. A torcida do “contra” gostaria de ver sua vitória. Na verdade, até viria a calhar e representaria bem o marasmo sem sentido que foi essa edição.

- Pontos Negativos: O cara não fez nada. Se não está sendo usado pela Maria, está conformado com o casal de mentira para ganhar popularidade. Ele já demonstrou o contrário de querer um relacionamento sério. A forma como ela “atura” os outros participantes também irrita muita gente aqui fora. E ele cara não tem carisma algum. Qualquer um que dissesse uma palavra a mais que ele ganharia mais destaque no quesito popularidade.

domingo, 27 de março de 2011

É AGORA QUE EU DIGO: EU AVISEI?

Tsc tsc... No dia 4 de março, publiquei um texto com o título “Dossiê Daniel – Investigação Criminal”. Uma semana depois, publiquei o texto “Carta Para Lady Di”, onde eu tentava analisar o comportamento da Diana. Antes disso, eu vinha observando os dois, e me assustava com o prestigio que eles tinham perante o público.

Na verdade, para o público, era mais fácil apontar o dedo para MauMau e Cia. Diogo não media esforços para dizer ao mundo que pertencia a uma cultura machista, quiçá grotesca, até irresponsável. Maurício, por sua vez, voltou à casa, exteriorizando o que muitos tinham incubado: o desejo de se vingar das pessoas que queriam vê-lo eliminado. Rodrigão, por sua vez, ora era “acusado” de ser planta, ora era “acusado” de ser gay... Enfim, os três queriam chegar juntos à final, e se julgavam os mais merecedores.

Pausa. Nunca acreditei que eles eram os únicos a pensar assim. Eles pecaram apenas por exteriorizar suas vontades. Daniel, Diana e Maria também apresentaram um lado vingativo. Daniel e Diana apresentaram vestígios de uma soberba mais destrutiva que dos chamados “três patetas”.

Sim, pois... Eu não imaginaria o Rodrigão fazendo com o Maurício o que o Daniel anda fazendo com a Maria. Nem o Maurício fazendo com o Diogo essa cafajestagem. Vamos entender.


DANIEL


Na formação do último paredão de votos no confessionário, Maria tinha a opção de votar em Wesley (seu namorado), ou em Daniel (seu melhor amigo). Preferiu votar em Wesley. Não questiono essa decisão, mas não me desceu a reação dela após o paredão, de não dar nenhuma satisfação ao “suposto” namorado, que havia colocado na berlinda.

Enfim, essa foi a grande prova de lealdade de Maria. Quarta-feira, na festa, ela disse torcer para o Daniel, pois ele é merecedor. Entende-se: Maria tem uma boa condição de vida, e prefere abrir mão do prêmio, desde que seu amigo “necessitado” ganhe. Definitivamente, o mal desse BBB são os discursos prontos, que não devem ser nem sussurrados, quanto mais ditos enfaticamente.

Porém, na primeira etapa da prova do líder, aquela de resistência, Maria ficou até o final com Daniel, e não deixou o cara ganhar. Foi o fim. Daniel não se conformou. Evitou falar com Maria, e passou a falar com Diana o assunto preferido da loira: criticar alguém. Ambos manifestaram que Maria sairia no próximo paredão, passaram a criticar o casal que eles mesmos ajudaram a formar e manifestaram a torcida um pelo outro.

Daniel venceu a segunda etapa e mudou o semblante. Inverteu a situação e começou a chamar Wesley e Maria de invejosos, porque não ganharam a prova. Por fim, o pernambucano venceu a terceira e decisiva prova. Vale dizer que Maria ficou em último lugar, mesmo tendo vencido uma prova de resistência. Show...

Agora, Daniel e Diana parecem amigos de infância. Criticam a forçação de barra do casal que eles apadrinharam, não suportam a chatice da Maria, e querem chegar juntos à final, por se julgarem merecedores.

Aqui pra vocês!

DIANA


Sempre disse que Diana não curte ninguém da casa. Eles não pertencem ao seu mundo. Ela demonstrou isso, quando a Adriana saiu: “eu não fiz nada pra ela, blábláblá, e nem queria ser amiga dela, pois ela não faz meu estilo”.  Minha filha, esse jogo é um jogo de relacionamentos. E, a não ser que a pessoa deixe o coração aqui fora antes de entrar na casa, é impossível não haver envolvimento, afetividade, sensibilidade, compaixão.

Diana nega tudo isso. Ao perder sua turminha de fofoca, passou a odiar (odiar, sim – sabe, vontade de ver a pessoa se f...) o resto da casa. Principalmente Maurício, que conseguiu se vingar de Natália, e Adriana, que deu um merecido esporro em Diana.

Nesse plano, Diana se uniu de vez à estrategista Talula e se transformou em “amiga de infância” da líder Maria. Claro, Maria ia votar em Adriana. O gesto de Diana, em “blindar” a líder Maria, como numa espécie de escolta, foi histórico. Logo Diana, que, dias antes, não queria olhar pra cara de ninguém.

Mais do que isso, Diana tentou, com todas as forças, trazer a flutuante Paulinha para seu exército feminista. Maria deixou de votar em Diana algumas vezes. Numa dessas, preferiu votar em Wesley. Acontece que Maria se tornou inútil para Diana, a partir da eliminação de Maurício. Sim, pois Diana havia se tornado uma possível opção de votos, caso Rodrigão tivesse imunidade. Mesmo assim, Maria ainda preferiu indicar Paulinha ao paredão.

O roteiro estava perfeito. Sem Maurício, Jaqueline, Paulinha e Rodrigão, sobrou Diana e mais quatro. A loira sempre disse que o sonho dela era chegar até março e, pelas circunstâncias, já se sente na final do programa. Afinal, ela venceu o paredão mais “foda”, segundo ela: aquele em que o Rodrigão foi eliminado.

Sobre o casal, que ela fez questão de formar para ver se vingar do Maurício, Diana já começa a ver como ameaça. Estando no paredão, enfrentando um casal, percebe-se que está ameaçada. E ameaçada por algo que ela ajudou a criar? Bem feito. Quem planta merda colhe bosta. O que fazer? Tentar fazer o público acreditar que o casal é fake.

Sim, crianças... Vocês criaram dois monstros. Ingratos, rancorosos e sórdidos. Desmerecedores de vencer um jogo que preza a transparência, a verdade, a coerência e, acima de tudo, o relacionamento humano.

A não ser que vocês queiram ter amigos assim. Fica por conta de vocês.


CONSIDERAÇÕES FINAIS

Pois bem... Agora, somos obrigados a aturar atitudes asquerosas, demonstrações gratuitas de ingratidão e prepotência. Não era isso que esses quatro sempre quiseram? Eles queriam eliminar “o outro grupo” a qualquer custo.

Agora, sem “o outro grupo”, por que tanto rancor, tanta raiva, tanta queimação de filme? Deveriam se reunir em volta de uma fogueira no quintal e cantar Kumbaya (no caso de dúvida, consulte o Google, ou o Youtube, se preferir). Mas, não...

Pior ainda é ver comentários do tipo: a máscara de Fulano caiu. Isso me deixa bem desapontado. Acho que até alienação tem limite.

Convenhamos...

sábado, 26 de março de 2011

O MÁGICO DE BOSS


Era uma vez, uma menina muito bonitinha com cara de sapeca chamada Dorotéia Melilo, que morava numa pequena fazenda do Projackansas. Educada, batalhadora, aventureira, decidida. Sim, decidida a fazer com que todos os homens caíssem aos seus pés.

Mas esse foi seu grande erro. Sim, adorável e espantado leitor: Nessa busca pela felicidade, Dorotéia se perdeu... E não foi só uma vez, não. Por fim, descobriu que o segredo de sua felicidade estava nas patinhas fortes e nos caninos úmidos de seu cãozinho, Totô.

Totô a fazia sorrir, quando ela pretendia chorar. Totô a fazia andar, quando ela pretendia correr. Totô a fazia gemer, quando ela pretendia gemer, mesmo. Muitos cachorros que rondavam a vizinhança queriam uma dona assim. Ora, ora...

Certo dia, Totô sumiu. Sim, desapareceu. Dorotéia se desesperou e pôs-se a chorar. Suas duas melhores amigas tinham a sua admiração, mas não a acordavam com lambidinhas na orelha. Dorotéia estava diferente.

O que fazer, Dorotéia? Seu cãozinho não volta mais... Foi então que nossa heroína foi atrás dele. Seguiu pelo bosque á procura do cãozinho. De repente, uma tempestade, um ciclone, um furacão... Dorotéia se viu perdida, envolvida por uma nuvem de poeira e... Encontrou o reino da Babacolândia. Embora pensar não fosse seu forte, Dorotéia passou a acreditar na teoria de que seu cãozinho estava nesse reino.

Assim, a moça seguiu sua viagem pelo desconhecido. Ora desesperada, ora desesperançosa, ora determinada. Eis que, nessa situação tão crítica, Dorotéia encontra, enquanto passeava por uma plantação de cana-de-açúcar, um primeiro aliado: O Leão “Covardi”. Covardi fazia Dorotéia sorrir, e dizia o que ela queria ouvir. Elogiava a beleza da moça, e tentou enfiar na cabecinha confusa da moça que Totô era apenas um vira-lata. Logo ela, apaixonada por “pit bulls”...

Covardi ensinou Dorotéia a fazer o que ele sabe fazer de melhor: fingir. Mesmo sem coragem, Covardi enganava bem, e se julgava o “rei do pedaço”. Dorotéia e Covardi se tornaram uma bem-sucedida dupla de comediantes, e fizeram sucesso por todo o reino da Babacolândia. Numa dessas viagens, Dorotéia se deparou, numa plantação de algodão, com um lindo exemplar: o Espaspalho.

O Espaspalho era gigante, desajeitado e fingia ter o que não tinha: cérebro. Na verdade, espantalhos nasceram pra ser bonecos, mesmo.    A marca registrada de Espaspalho era o fato dele ter um sorriso pra dar na hora certa (na hora incerta também). Mas, assim como o Leão “Covardi”, Espaspalho não cumpria o seu papel, ou seja, não assustava ninguém. Pelo contrário: era atencioso, educado, perfeito para Dorotéia esquecer Totô. Covardi também viu naquele monte de palha uma tampa para sua panelinha. Mas, como era bem covarde, decidiu não se manifestar a respeito.

Dorotéia passou a ficar mais tempo com o Espaspalho. Adorava se recostar naquele ninho. Muitas vezes, estranhamente, pedia para o novo amigo latir ao seu ouvido. E o tonto latia.

Eis que, num belo dia, por obra do destino, que queria ver o circo pegar fogo, Totô reaparece. Mas o cãozinho estava diferente. Queria se vingar das pessoas que o fizeram desaparecer. E estava visivelmente espantado com a falta de lealdade de sua dona.

Dorotéia tentou agir da melhor maneira possível, como se nada tivesse acontecido. Totô não aceitava mais seus cafunés, nem corria atrás da bolinha jogada por ela. Não estava mesmo para brincadeira. Dorotéia dizia: “Esse não é meu cachorrinho!”.

O Espaspalho não foi embora. Ficou ali, disponível, fincado no meio da plantação, presenciando a cena patética de Dorotéia, que corria desesperadamente atrás de Totô, que fugia da moça feito o diabo da cruz. Quando não correspondida, Dorotéia corria para os braços do Espaspalho, que, como sempre, apenas sorria.

Mas Dorotéia se sentia sozinha, com a rejeição de seu cãozinho de estimação. Covardi parecia planejar um espetáculo solo, e não tinha muita paciência para mulher enrolada. Foi uma fase complicada: Dorotéia começou a fumar e beber... De fato, não era mais a doce Dorotéia de antes.

Quando se está no fundo do poço, duas coisas acontecem. Primeiro, os “amigos” se afastam. Logo depois, surgem pessoas dispostas a comer a carne e roer os ossos, se é que vocês me entendem. Criaturas que parecem enviadas do além com o único objetivo de enterrar a pessoa de vez.

Numa festa no ferro-velho, Dorotéia conheceu uma estranha figura. Fria, um pouco enferrujada, se locomovendo com dificuldade (em virtude da falta de óleo nas juntas), com um olhar indecifrável e um semblante sombrio, a Mulher Sucata parecia ser um pontinho na multidão, mas não era.

Mesmo no fundo do poço, Dorotéia foi eleita a “Rainha da Primavera”. A Mulher Sucata vivia sozinha, desde quando suas companheiras de ferro-velho se transformaram em um calhambeque e abandonaram o reino. Vendo o prestigio e o carisma de Dorotéia, ela passou a acompanhá-la em sua caminhada. Afinal de contas, Dorotéia tinha o que ela não tinha: coração.

As coisas pareciam (eu disse “pareciam”) melhorar. Covardi descobriu que, sozinho, era apenas um gatinho alcoólatra, e ficou cada vez mais próximo de Dorotéia. Junto com Sucata, eles se tornaram a “santíssima trindade” do reino da Babacolândia. Caminhavam felizes e saltitantes pela estrada de tijolos amarelo-vômito. Promoviam festinhas alternativas, desvirtuando jovens, adultos e idosos. Mas eram apenas três.
          
Babacolândia é uma Monarquia, ou seja, só tem um trono. Mas, até chegar lá, o futuro monarca precisa de aliados. Precisa de um verdadeiro Exército, que possa dominar absolutamente todos os vales, bosques e vielas do reino (pra falar a verdade, o trio já dominava as vielas).

Mulher Sucata espalhou cartazes pelo reino para recrutar soldados, com o intuito de firmar um Exército, capaz de exterminar os cães sarnentos, aqueles que ladram, mas não mordem. Liderados por Totô, esse grupo ameaçava as festinhas alternativas do trio. Sem contar que a presença do cãozinho perdido de Dorotéia desestabilizava emocionalmente a moça, o que era um perigo para o plano de Sucata: dominar o reino da Babacolândia.

Mas quem disse que o trio não era forte? Sucata tinha os discursos, não tinha remorsos ou arrependimentos (isso é coisa de mariquinha), Dorotéia e Covardi tinham o carisma. Mas faltava coragem ao leãozinho, faltava maldade à pobre Doroteia, e faltava sensibilidade à temível Mulher Sucata . Pela primeira vez, os três procuraram o famoso e temido Mágico de Boss. Buscavam uma forma de derrotar os inimigos e conquistar o reino da Babacolândia. E foi como se vendessem a alma ao diabo.

Covardi ganhou coragem, Dorotéia ganhou maldade, e Sucata... Ela não ganhou coração. Ela apenas tentava recrutar soldados, enquanto Dorotéia se encarregava de manchar a reputação de Totô. Covardi foi o que teve a mudança mais significativa: passou a encarar seus inimigos de frente. O leãozinho sapeca ganhou força (mas não ganhou honra), e começou a colocar em prática seu plano de extermínio.

Enquanto isso, Dorotéia fazia seu trabalho com perfeição, e o reino da Babacolândia já via o cãozinho Totô como uma ratazana. Sucata insistia em recrutar uma abóbora voadora para seu Exército, mas abóboras voadoras, pasmem, voam.

Como último ato estratégico, a Sucata recrutou o esquecido Espaspalho, dizendo que tinha a solução para o seu problema de falta de cérebro. Sucata levou o bonequinho ao Mágico de Boss, que lhe concedeu um cérebro novinho. E foi com esse cérebro, novinho em palha, quero dizer, novinho em folha, que ele viu vantagem em seduzir Dorotéia. Já Sucata, ainda sem coração, fez com que Dorotéia se entregasse por inteiro àquele monte de palha, esquecendo de vez o seu cãozinho.

Foi o triunfo. Dorotéia, Covardi, Sucata e Espaspalho conseguiram dizimar todos os cães do reino, e passaram a dominar o reino, com propriedade. Agora, os únicos inimigos que eles tinham eram eles mesmos. Mas não poderiam existir piores inimigos que eles mesmos.

O Mágico de Boss deu poder ao quarteto, mas nada que ele dá é em vão. Ele cobra. Com juros e correção. Não é a toa que a cúpula da Babacolândia começou a receber uma vibração estranha. O quarteto disputa a sonhada e controversa coroa e, nessa disputa, vale tudo: ofensas, deboches, sarcasmo, soberba e muita cara feia.

Nas profundezas do além, o Mágico de Boss gargalha histericamente. Afinal de contas, ele, na qualidade de semeador de discórdias, tem um certo tesão em ver a desgraça dos outros.

E assim termina nossa saga. Em vez de ponto final, temos reticências. E, em vez de “Felizes para sempre!” temos “Que Deus os ajude!”.

...

PS.: Mulher Sucata ainda não conseguiu o tão sonhado coração. Vai ver está em falta no mercado.

sexta-feira, 25 de março de 2011

O QUARTETO ESCULHAMBÁSTICO

Sei que, a esta altura do campeonato, qualquer comentário sarcástico e debochado, mesmo que fundamentado, sobre os quatro finalistas desta edição do BBB, pode soar como “chororô”. Ou “mimimi”, para os acéfalos que não têm nem a capacidade primária de interpretar um texto. Mas, mesmo assim, vou correr esse risco. Hahahahah.

Pois bem. Contrariando algumas celebridades, sub-celebridades e pseudo-celebridades, devo admitir que esta final representa bem a chatice que foi esta edição. A audiência caiu, em relação às edições passadas... A quantidade de votos, também. Um exemplo disso foram os míseros 42 milhões de votos no último paredão, o mais decisivo do BBB11.

Mais decisivo sim, pois o antagonismo do programa parece ter sido eliminado junto com o Rodrigão, último remanescente do “outro grupo”. Agora, sobra um quarteto de “amiguinhos”... Pelo menos, para quem enxerga o jogo de maneira superficial e, desde o primeiro dia, coloca etiquetinhas em grupinhos (grupo das mulheres, dos homens, dos coloridos, dos loiros, dos pobres, dos ricos, dos idiotas, dos que já tiveram DST...).

Mas sempre levei mais fé na cumplicidade do trio Diogo, Maurício e Rodrigão. Não estou dizendo que eles eram os herois, os bonzinhos, os “Três Reis Magos” do programa... Mas, dos antagonistas do jogo, ou seja, Daniel, Maria e Diana, eu só confiava mesmo na Maria. Mesmo assim, minha confiança nunca foi lá grande coisa. Por esses dias, minhas desconfianças vêm se tornando “verdades absolutas”, quando vejo uma espécie de “picuinha existencial” entre o trio “DiDaMa”, “DiMaDa”, “DaDiMa”, “DaMaDi”, “MaDaDi”, “MaDiDa” ou “não-sei-o-que-lá”. Coisas que, estranhamente, passavam despercebidas, parecem causar uma irritabilidade anormal.

Diz o Bial que tudo isso é normal, em se tratando de final. Mas o fato é que, mesmo com a extinção do “grupinho do mal”, os finalistas andam com os nervos á flor da pele. Por exemplo, hoje, após Maria vencer a primeira etapa da prova do líder, Daniel não poupou esforços para demonstrar sua irritabilidade, dando a entender que a culpa de sua desistência é de inteira responsabilidade de Maria.

O lance é que eu sempre disse que Daniel e Diana não gostam de ninguém, achando aquele povinho “uó”. Nem o confinamento, a solidão e trezentos paredões foram capazes de fazê-los se sensibilizar e estabelecer laços afetivos. Só pra lembrar, leite condensado no beiço dos outros não é afeto.

Mas, sigo aqui, dando meus pitacos sobre o futuro do jogo, analisando cada participante de forma separada. E fico feliz por não ser como aquelas celebridades, sub-celebridades e pseudo-celebridades que citei no início. Ou seja, posso dizer o que penso, sem ter que me retratar com ninguém. Como é bom ser um anônimo!


DANIEL ROLIM


Um dos francos favoritos ao grande prêmio. Ele é visto como um participante divertido, boa gente e humilde. Caminha sobre as águas na visão do público.

O povo tende a se sensibilizar com os discursos de “filho de Francisco” dele. Além do mais, a edição não pode levar ao ar, em horário nobre, o verdadeiro Daniel: aquele que fala mal de todos, mas, ao mesmo tempo bajula, como fez com o Rodrigão (disse que queria ir à final com ele). Pra que mentir? Que jogo bosta é esse?

Pelos próximos dias, prevejo mais venenos sendo destilados, mais grosserias, mais falsidade e, claro, muito choro, muita oração (pedidos a Papai do Céu Deus para que os demais participantes se f...) e muito sentimentalismo barato.

É disso que o povo gosta. Ou não?


DIANA BALSINI


Nem o pistolão da moça vai garantir sua vitória. Ela periga ser a última eliminada do programa. O engraçado é que essa visível rejeição não fez nem cosquinha nos outros paredões. O povo é meio louco, né?

Como insinuei, vejo algumas pessoas famosas enaltecendo a figura de Diana. Autêntica, corajosa, inteligente... Não, ela não é assim, não. Autenticidade de fingir amizade em busca de aliança? Coragem de pedir desculpas a quem havia votado duas vezes? Inteligência que não a fez perceber que foi manipulada pela "sofrida" Talula, quando foi anjo? Revejo meus conceitos.

Assim como Daniel, Diana não gosta de ninguém, não curte, não admira, não estabeleceu laços afetivos. Ela sobrevive e, em prol dessa sobrevivência, tolera. Aos poucos, deixa a falta de carisma de lado e consegue ir além na antipatia, se comportando de maneira “cri-cri”.

Pelos próximos dias, prevejo muita cara feia, muitas críticas destrutivas, muita prepotência, e sua eliminação, caso não seja líder (se bem que, pela performance dela nas provas deste BBB, teria que ter muita sorte pra ganhar essa).

Pelo menos, não acho que voltará a pedir para seus adversários a deixarem ganhar.

MARIA MELILO



Adorada e idolatrada pelos espelhos da casa, por Bial, Boninho e Cia., Maria tem até uma boa parcela de favoritismo. Dizem que é a estrela da edição. Pervertidos!

Convenhamos... Ela é engraçada, divertida, e tem muita história pra contar. Mas, não sei se, no final, sua popularidade teria toda essa força que aparenta. Com o sucesso do filme “Bruna Surfistinha”, seria até conveniente para a emissora essa vitória. Só falta Maria fazer por onde.

Para isso, precisa seguir o romance com o doutor Wesley, e seguir esse script de “casal fofo”. Mais uma recaída igual à da festa de quarta, e o público não perdoa. Espero que o público, tão crítico, também enxergue os venenos destilados por Daniel sobre ela. Quem sabe, ficaríamos no empate?

Pelos próximos dias, prevejo muita ceninha, muita demonstração de burrice (é bonitinho, gente), muito namoro, seguido de cara de desgosto, muita desculpa para não ganhar uns “grudes” do doutor, e aquele olhar ingênuo, coitadinho, inocente e desprotegido, que leva qualquer um para o buraco.

Desculpe não ter mencionado nada sobre o fator jogo. Não encontrei palavras.

 WESLEY SCHUNK


Bom moço, respeitador, responsável, “fofo”. Existem características mais convincentes? Minha avó compraria esse discurso sorrindo. O lance é que o médico bonitão, fã de micareta, que quer pegar muita mulher depois do programa, é, hoje, o genro que muita velhinha gostaria de ter.

Educado, sim. Simpático, até demais. Nada preconceituoso, pois faz questão de enfatizar o quanto adora os dois homossexuais da casa (Daniel e Lucival – este último, sem ter conhecido direito). Além do mais, se aliou intensamente á Diana, melhor amiga da moça que ele mesmo havia votado duas vezes (Natália). Um instante... Por que ele tinha motivos pra votar em uma, mas não em outra, já que ambas estavam no mesmo barco? Deixa pra lá.

De qualquer forma, ele entrou no programa na terceira semana e não fez nada (absolutamente nada) de tão ruim assim. Entrou pra ser o "bom moço" da casa. Ok, ele investiu na Maria, mesmo sabendo que ela tinha um rolo; seguiu cercando a moça, mesmo com a chegada do MauMau; se rendeu absurdamente a um namoro com ela, mesmo tendo que apenas queria “se aproveitar” dela... Mas deixa pra lá. Não sejamos tão radicais.

Hoje, ele é criticado por Daniel, que insiste em implicar com ele. É rejeitado tantas vezes pela namoradinha. E tem, aparentemente, como única “amiga”, um iceberg chamado Diana. Sim, pois Maria e Daniel seguem mais juntinhos do que nunca.

Pelos próximos dias, prevejo muitos gestos “fofos” e simpáticos, muita rejeição, muito desprezo, muita forçação de barra para fazer o público acreditar no romance do século, e muitos sorrisos solitários (não sei do que ele ri quando está sozinho).

Vale dizer que a vitória do Wesley seria a cara do BBB11. Wesley não tem graça, foge do jogo (prefere se manter na condição de perseguidinho da galera), e entrou na terceira semana do programa. Ou seja, sua vitória provaria que o elenco desta edição foi sofrível.

quinta-feira, 24 de março de 2011

QUANDO A OPINIÃO VIRA INSULTO (BBB11)

Olá. Eu sou o Seu João. Sou um homem de meia idade, heterossexual, bebo socialmente e não fumo. Quando jovem, cometi alguns excessos em festas, que se resumiam a gargalhadas incontroláveis e uma baita dor de cabeça no dia seguinte.

Jamais faltei com o respeito com ninguém. Nunca tive passagem pela polícia e, pasmem, jamais me envolvi com drogas. Mesmo assim, tive amigos que se envolveram e se arrependem amargamente por isso.

Pois bem. Não me considero um poço de moral, não. Sou irônico, debochado e, dificilmente, acordo de mau humor. Não costumo me colocar acima de ninguém nos meus julgamentos, e prezo sempre pelo respeito. Sou passível de ser mal interpretado, mas quem não é? Por isso, estou aqui para prestar algumas satisfações.

Em primeiro lugar, gostaria de dizer que tenho uma vida fora da internet: pago minhas contas, ralo no meu trabalho, tenho família e leio jornal. Na internet, busco informação e diversão (afinal, ninguém é de ferro). Já entrei em sites adultos, já baixei músicas e vídeos, já entrei em salas de bate-papo.

Com o advento do Twitter, criei minha conta e decidi não ser tão ácido e áspero. Só queria mesmo relaxar. Veio “A Fazenda 3”, e comecei a trocar ideias a respeito do programa. Foi divertido. Algumas pessoas passaram a me sugerir a criação de um Blog, para eu expor minhas idéias. Pensei um pouco e aceitei.

Mas decidi falar de qualquer coisa. Só que “qualquer coisa” não parecia tão interessante quanto meus tópicos sobre reality (é disso que o povo gosta). Começou o “Big Brother Brasil 11”, e me animei.

Dou minha cara a tapa agora, ao afirmar que não tive nenhum participante preferido e escrevi, sim, sobre cada um deles. Ainda ouso jurar que só votei duas vezes nesta edição: uma vez, para o Diogo sair no segundo paredão do programa; outra vez, para Diana sair no paredão contra a Paulinha. Mas, em ambos os casos, devo ter votado umas dez vezes pela internet. Não tenho saco pra isso. Nem tenho tanto tempo livre.

De repente, o Twitter passou a receber uma vibração estranha. O meu erro foi não saber administrar essa vibração. Afinal, não era comigo. Começaram a surgir comentários pesadíssimos sobre alguns participantes.

Primeiramente, teve a história da Ariadna. Tudo bem que ela não acrescentou muita coisa, não merecia ganhar ou sei lá o quê (acho válido questionarmos os jogadores). Mas, quando as pessoas começaram a escrever “aquele ‘traveco’ dos infernos merece sair de lá”, a conotação passou do fator jogo e entrou em uma esfera mais delicada. Meu erro foi me sentir um ser pensante a ponto de querer me manifestar sobre isso.

Mas esse episódio não foi nada. Enquanto eu ainda procurava alguém para torcer, começaram a surgir assuntos sobre o Maurício. Mau caráter, sem escrúpulos, machista... E por aí vai. Seria o que o direito chama de injúria? Pode ser, pois os fatos não estavam sendo avaliados. Ele era mau caráter por não querer ter um relacionamento com uma moça, e era mau caráter por querer eliminar do programa quem, supostamente, votou para ele sair da casa. Perdi alguma coisa? Ah... Alguns textos pela internet criaram uma “verdade absoluta” de que ele não quis ficar com a moça, porque sabia que ela havia sido garota de programa. Chegamos ao ponto.

Estamos no ponto do politicamente correto, não é? Uma garota de programa ou uma pessoa homossexual deve ser compreendida, respeitada e aceita. Concordo. Mas, devemos aceitar tudo mesmo? Não me refiro às escolhas da vida, não me refiro á orientação sexual (as pessoas têm o direito de amar quem quiser). O que quero dizer é... Num reality, onde os comportamentos dos participantes são julgados, devo ignorar, por exemplo, que Maria pegou pesado e que é até justificável que o Maurício não queira engatar um namoro com ela?

Na primeira noite que Wesley chegou na casa, ela fez a sutil brincadeira “Você faz o exame do toque? Não? É que eu estou precisando”. Depois, começou a seduzir o Wesley, que correspondeu à altura. Parecia que um novo casal estava sendo formado. Mas foi o Maurício voltar pra ela mudar o discurso e revelar, ao ex, que a culpa foi do Wesley, que investiu pesado, enquanto ela ficava na dela. A edição do programa também tenta empurrar essa versão. Nem enfatiza tanto o comportamento de Maria para reconquistar Maurício.

Gente, não sou contra a mulher “se rastejar” para reconquistar um amor perdido. Quem sou eu pra julgar? Mas, achei aquilo meio fake. Sim, pois, ela queria reconquistar o cara, sentando no colo dele, pegando nos documentos dele, beijando o pescoço, lambendo a orelha e gemendo no ouvido. Vamos relevar isso. Porém, como o cara dizia “não”, ela procurava o Wesley e fazia a mesma coisa. Que porra de tática de conquista é essa? O cara era mau caráter por dizer “não”? E esse lance de “ele humilhou”, “ele tratou mal”, é o discurso de Maria que, pelo que tenho percebido, costuma inverter as coisas pra se fazer de vítima. E dá certo. Sim, pois Maurício já se exaltou, sim. Mas, e ela? Já chamou ele de maconheiro, chamou ele de corno (inclusive em relação á ex-namorada, que Maurício ainda tem uma queda), de viado, e já fez pouco de sua forma física. Em contrapartida, ele nunca a chamou de puta, como muitos queriam (para apimentar o programa).

Então, decidi emitir a minha opinião. Não tenho nada contra a Maria. Juro. Sempre disse que gosto dela. Mas, julgando o comportamento dela no jogo, tenho o direito de apontar falhas. Aliás, aponto falhas em todos os participantes. Ninguém é santo. Mas, como crítico, insisto em expor o que eu acho mais grave.

Também não posso questionar o caráter do Daniel. Não conheço o cara aqui fora. Pra falar a verdade, não estou só nesse barco. Recentemente, soube por aí sobre um bar alternativo que ele possui em Recife. Inclusive, alguns sites, antes do programa começar, faziam a apresentação dos participantes e contavam esse detalhe: dono do bar alternativo Wunder Bar e administrador de um abrigo de idosos instituído por uma ONG Alemã (por isso, ele fala alemão fluentemente). Mas ele não fala muito desse bar no programa. Por quê? Prefere rezar e pedir o prêmio pra “ajudar as velhinhas”. Uma vez, ele conversava com Diana, sobre o abrigo e, a frase que ela mais falava era “explica direito”.

Mas não sei. Não posso sair por aí chamando o cara de criminoso, mau caráter, sem escrúpulos, ou coisas do gênero. Comento sobre o Daniel jogador, aquele que diz querer ir pra final com todo mundo, como se a final fosse disputada por 300 pessoas. Aquele que gosta de falar por trás. Aquele que ofende os outros (e não me fale que é por causa da bebida que isso é balela). Daniel muda o discurso. Quando era líder, gargalhava e dizia ter gosto em indicar alguém. Na liderança dos outros, bajulava (a prova disso foi a última liderança do Rodrigão). Viram? Falei apenas do fator jogo.

Mas também tenho o direito de dizer que ele pega pesado demais nas festas. Todos sabem que estão sendo filmados. Da mesma forma que critico severamente o Diogo, por atitudes escrotas (inclusive debaixo do edredom com Maria, após ela ser rejeitada, mais uma vez, pelo amigo dele), eu seria parcial se ignorasse a masturbação, os comentários fétidos, ou a apologia ás drogas. Não estou exagerando, não, gente.

Vamos falar de Lei? BBB é um programa de televisão, assistido por um grande público, não só através da edição da TV Globo, mas via PPV, e via internet. Com esses sites piratas, você pode assistir de graça, até. Com essa relação de amor que o público sustenta pelo participante, o Daniel é um ídolo inquestionável de muita gente. Gente que aprendeu, por ele, segundo testemunho, que é o maior barato usar drogas. Gente que pode ser induzida ou instigada a usar drogas. Isso caracteriza o crime de apologia. Repito: não tenho nada a ver com quem usa, com quem vai usar, ou com quem usou drogas – só estou sendo o mais imparcial e racional possível.

Mas quero deixar bem claro que o comportamento do Daniel nas festas é apenas “a cereja do bolo de caca”. Ou seja, é a ponta do iceberg das atitudes questionáveis do Daniel, que me fazem julgá-lo como não-merecedor do prêmio.

Já a Diana... Falar mal dela parece sinônimo de homofobia, né? Jamais publiquei algo do gênero aqui. Não tenho nada a ver com a orientação sexual de ninguém. Mas as pessoas têm o direito de estabelecer piadinhas prontas, né? Da Paula Gordinha, do Rodrigão Enrustido... Aliás, as pessoas usam esse rótulo para debochar do cara, como se o fato dele ser ou não ser gay fosse algo digno de piada. Quem está sendo preconceituoso? E se o cara saísse e dissesse: “Sou bissexual.”? As pessoas iriam rir dele? Quem está sendo hipócrita?

Mas, enfim, voltemos á Diana. Crianças, não tenho nada a ver com a vida dela. Posso opinar sobre atitudes dela, chamar de feia, falar mal do cabelo, criticar a roupa que ela usa (como ela já fez com Jaqueline)... Afinal, ela entrou em um programa para ser julgada. Fato. Mas ela estava na minha lista de preferidos do início (junto com Maria, Jaqueline e Cristiano). Mas Diana começou a cometer erros graves no “jogo de relacionamentos” que é o BBB. Ela pecou pelo individualismo. Forçou até uma simpatia, mas caiu por terra. A própria Talula, amiga de casa, vivia dizendo que ela pertencia ao grupo da outra casa.

Lá, Natália, Michelly e Lucival a acolheram. Mas os diálogos, ora engraçados, não me satisfaziam tanto. Diana aparenta ser mais inteligente do que, de fato, é (já perguntou se Belo Horizonte fica em Minas, já exclamou que um pepino havia nascido no fígado da galinha – na verdade, ela estava vendo a vesícula – e já teve problemas em raciocinar em provas da comida, como, por exemplo, montando um quebra-cabeça de três peças). Mas é articulada. Sim, ela é boa de discurso.

Discursou, antes de conhecer as pessoas da casa, que objetivava se unir com as mulheres para chegarem até a final. Primeiro erro. Sim, pois ela nem conhecia ninguém e, com essa manifestação, fez com que alguns homens já se afastassem dela, por conta de sua estratégia.

Fora isso, faz o discurso da auto-suficiência, dizendo que não acredita na instituição familiar tradicional, diz que as mulheres vão dominar o mundo e que não existem mulheres heterossexuais. Ok, problema dela. Mas, em um “jogo de relacionamentos”, em um “jogo de convivência”...

Mas, devo confessar que comecei a torcer contra a Diana quando ela começou a ter comportamentos estranhos. Primeiro, ofendeu Natália numa festa (fazendo, inclusive, a mulher chorar), só porque ela evitava uma dancinha mais íntima. Diana xingou Natália e eu vi. Mas o estresse da Diana se devia ao fato das duas estarem no paredão. Não curti a forma que Diana reagiu a isso.

Aliás, ela sempre tende a se isolar do mundo, a olhar para todos com ódio nos olhos, quando é votada. Não aprendeu que aquilo faz parte do jogo? E as pessoas que condenavam o Maurício por ter voltado com sede de vingança não enxergam o mesmo? Sim, pois Diana votou duas vezes no Rodrigão, pediu desculpas e disse que gostava dele... Depois, ficou inconformada quando ele votou nela (a ponto de enfatizar: “não tenho pena nenhuma dele”). Ué, por que pediu desculpas, então? Pra não ser votada?

E o lance com a Paulinha? A garota era a maior vaselina, mas não falava mal de ninguém. Só tinha mesmo uma cisma com a Janaina. Fora isso... Por que a Diana exigiu tanto a aliança de Paulinha, se ela não estava nem aí para a garota. Aliás, mesmo “sendo amiga de todo mundo”, a Paulinha estava sozinha, graças a seu jogo desmiolado. Por exemplo, nenhum anjo pensava em imunizá-la, mas Daniel, o mesmo Daniel que havia comprado sua briga contra o Diogo, sugeriu indicá-la ao paredão. Paulinha mereceu perder o jogo (e não foi por ter comido muitos pães não, crianças). Mas, e Diana?

É isso. Esse papo politicamente correto de “eles são humanos, eles cometem erros, eles cometem excessos e blá blá blá”, serve para todos, não é? Mas o que está em jogo não é isso. Não é para se eleger o mais divertido, ou o mais bobo (Sérgio Mallandro merecia vencer A Fazenda por ser assim?).

Mas respeito a idolatria, me espanto com a alienação, e sigo minha vida. Não estou irritadíssimo com o BBB. Continuo a minha vida numa boa. Mas não sou cego a ponto de não enxergar algumas coisas que acontecem. E, pelo pouco de inteligência que me sobra, eu analiso e opino. Como disse, criei um Blog pra escrever minha opinião.

Por exemplo, um colunista de um famoso site entrou no Twitter na terça e escreveu “Chupa, Rodriguetes”. O mesmo site que prega que Daniel, Diana e Maria merecem chegar à final, única e exclusivamente por serem “gay, lésbica e garota de programa”. Já disse sobre o mal que isso pode ocasionar, da forma como esse argumento abre portas para o preconceito.

A edição do programa também parece tendenciosa, a última prova do líder foi esquisita... Não é chororó. Aconteceu. Já li um texto de uma pessoa que detesta o Rodrigão e falou o mesmo.

Mas, tudo bem. É um programa de TV feito pra colocarmos em prática nosso lado mais sádico: “Quero ver briga, sangue, humilhação, sofrimento, sexo selvagem...”. É mais ou menos assim, não é? As pessoas que entram são usadas, massacradas, esquartejadas, idolatradas e cuspidas, logo em seguida. Enquanto isso, a emissora faz aquela festa, aquele clima festivo, tratando o programa simplesmente como um programa de TV. Como se as pessoas envolvidas fossem atores contratados, prontos para o que der e vier.

E, quando digo que o programa está mal das pernas, não estou sendo passional ou "putinho", não. A audiência não anda lá essas coisas, em se tratando de BBB. A prova disso foi que o paredão de terça, talvez o mais importante da edição, não obteve nem um terço dos votos do paredão mais importante do BBB passado.

E a culpa é minha? Eu hein... Essa é só a minha opinião... Não precisam me morder.

PS.: Fico feliz em saber que muitas pessoas que não curtem meu Blog não gostam de ler. Menos mal, pois eu não pretendia conquistar esse público, mesmo. Hahahahahah #SouPodre